Como emitir uma certidão vintenária para usucapião?

Quando se inicia um processo de regularização imobiliária, uma das dúvidas mais comuns envolve a certidão vintenária para usucapião, documento essencial para comprovar o histórico do imóvel nos últimos 20 anos.

Essa certidão ajuda a verificar quem foram os proprietários anteriores e se há registros de ônus, ações ou restrições.

A usucapião é um instrumento jurídico que permite adquirir a propriedade de um imóvel pela posse prolongada e contínua, desde que preenchidos determinados requisitos legais.

Para isso, é necessário reunir documentos que demonstrem a cadeia dominial e a inexistência de impedimentos.

Nesse contexto, a certidão vintenária para usucapião ganha destaque por ser uma das principais provas documentais exigidas tanto em processos judiciais quanto extrajudiciais.

A seguir, entenda como obter esse documento e como funciona a usucapião.

Como obter uma certidão vintenária para usucapião?

Para obter sua certidão vintenária para usucapião basta seguir essas etapas:

  1. Clique em pedir certidão
  2. Informe seu nome completo, e-mail e telefone com DDD
  3. Selecione a opção “Estou fora do Brasil atualmente.” se você está morando fora do país
  4. Selecione a opção “Ao prosseguir você aceita os nossos termos de contratação.” e clique em “Avançar”
  5. Selecione a opção CERTIDÃO DE IMÓVEIS e clique em “Avançar”
  6. Informe o estado, cidade, cartório do documento e clique em “Avançar”
  7. Descreva as informações restantes sobre o documento e clique em “Finalizar pedido”
  8. Escolha a forma de envio e pagamento.

A certidão vintenária é emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis onde o bem está matriculado.

Ela reúne todas as informações registradas na matrícula do imóvel referentes aos últimos 20 anos, incluindo transferências, averbações e eventuais gravames.

O que é a certidão vintenária?

A certidão vintenária é um documento emitido pelo Cartório de Registro de Imóveis que reúne o histórico completo da matrícula do imóvel referente aos últimos 20 anos.

Ela apresenta todas as transmissões de propriedade, averbações, registros de penhoras, hipotecas, usufrutos, ações judiciais e demais ônus que tenham sido lançados nesse período.

Esse documento é amplamente utilizado em processos de usucapião, compra e venda, inventário e regularização imobiliária, pois permite verificar a cadeia dominial e identificar possíveis impedimentos jurídicos.

A análise da certidão vintenária ajuda a confirmar se houve continuidade registral ou se existem pendências que possam comprometer a aquisição da propriedade.

No contexto da usucapião, a certidão é importante para demonstrar que o imóvel possui registro anterior e para identificar o último proprietário formal, que poderá ser citado no processo judicial ou notificado no procedimento extrajudicial.

Qual a validade da certidão vintenária?

A legislação não estabelece um prazo fixo de validade para a certidão vintenária, mas, na prática, sua aceitação depende da finalidade para a qual será utilizada.

Em geral, órgãos públicos, instituições financeiras e cartórios costumam exigir que a certidão tenha sido emitida recentemente, normalmente dentro de 30 a 90 dias.

Isso ocorre porque a matrícula do imóvel pode sofrer alterações a qualquer momento, como registro de penhora, alienação ou nova averbação.

Uma certidão muito antiga pode não refletir a situação atual do imóvel, comprometendo a segurança jurídica do procedimento.

Em processos de usucapião, especialmente na modalidade extrajudicial, é comum que o registrador exija certidões atualizadas no momento do protocolo.

Quais certidões são necessárias para usucapião?

O processo de usucapião, seja judicial ou extrajudicial, exige a apresentação de diversas certidões para comprovar a inexistência de disputas e a regularidade do imóvel.

A documentação pode variar conforme o caso, mas algumas são consideradas essenciais, entre as principais estão:

  • Certidão da matrícula atualizada do imóvel, que comprova a situação registral vigente
  • Certidão vintenária, que demonstra o histórico dos últimos 20 anos
  • Certidões negativas de ações reais e pessoais reipersecutórias, para verificar se há processos envolvendo o imóvel
  • Certidões negativas fiscais municipais, comprovando a regularidade de tributos como IPTU
  • Certidões dos distribuidores cíveis, tanto em nome do possuidor quanto do proprietário registrado.

Além dessas, é comum exigir planta e memorial descritivo assinados por profissional habilitado, com anotação de responsabilidade técnica, bem como declaração de posse e comprovação do tempo de ocupação por meio de contas, contratos ou testemunhas.

A reunião correta dessas certidões reforça a segurança jurídica do pedido e reduz o risco de impugnações.

Em especial, a certidão vintenária cumpre papel fundamental ao permitir a análise detalhada da trajetória registral do imóvel, sendo uma das peças mais relevantes no conjunto documental da usucapião.

Como funciona a usucapião?

A usucapião é um meio legal de aquisição da propriedade baseado na posse mansa, pacífica e ininterrupta por determinado período, conforme previsto no Código Civil e na Constituição Federal.

Requisitos básicos da usucapião

Para que o pedido seja aceito, é necessário comprovar posse contínua, sem oposição, com intenção de dono.

O prazo pode variar conforme a modalidade de usucapião, podendo ser de 5, 10 ou 15 anos, dependendo do caso.

Também é essencial demonstrar que o imóvel é utilizado para moradia ou atividade produtiva, conforme o tipo de usucapião pleiteado.

Modalidades de usucapião

Existem diferentes modalidades, como usucapião extraordinária, ordinária, especial urbana e especial rural.

Cada uma possui requisitos específicos quanto ao tempo de posse e às condições do imóvel.

A escolha da modalidade correta depende da situação concreta e deve ser avaliada por um profissional especializado.

Usucapião judicial e extrajudicial

A usucapião pode ser realizada por meio de ação judicial ou diretamente no cartório, quando preenchidos os requisitos legais e não houver litígio.

A modalidade extrajudicial costuma ser mais rápida, mas exige a concordância dos confrontantes e análise do registrador.

Em ambos os casos, documentos como planta e memorial descritivo, certidões negativas e a certidão vintenária são fundamentais para instruir o pedido.

Importância da documentação

Além da prova da posse, a documentação completa aumenta as chances de êxito no processo.

Contas de água, luz, IPTU e testemunhos podem reforçar a comprovação do tempo de ocupação.

A análise detalhada do histórico do imóvel, por meio da certidão adequada, evita surpresas como registros de penhoras ou disputas anteriores.

A regularização por usucapião exige organização e atenção aos documentos, especialmente à certidão vintenária para usucapião, que demonstra a situação registral do imóvel ao longo do tempo.

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